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Resumo da temporada 2006/07

Apesar de não terem ganho nenhum título importante nessa temporada, os Reds deram uma demonstração do que pode estar por vir em um futuro próximo. Mesmo sem ter feito nenhuma contratação bombástica em relação ao ano anterior, Rafa Benítez e sua turma levaram o Liverpool a mais uma final de Champions League. O título não veio, mas com certeza o caminho até Atenas não será esquecido pela torcida.

Tudo começou com uma classificação suada contra o Maccabi Haifa pela 3ª fase preliminar da UCL. No jogo seguinte, veio o único título da temporada: o Community Shield, em uma vitória por 2×1 contra o Chelsea, em Cardiff (País de Gales). Entretanto, o começo na Premier League não foi animador, com apenas 11 pontos em 8 jogos.

Se o mau começo na competição nacional influenciou muito na pontuação final, o mesmo não pode se dizer da UCL. O time parecia extremamente focado na fase de grupos, onde enfrentou Galatasaray, Bordeaux e PSV Eindhoven. Enquanto ia bem em âmbito europeu, na Premier League a irregularidade tomava conta. Ao mesmo tempo que conseguia vitórias excepcionais (como os 3×0 contra o forte Tottenham), sofria derrotas duras para os rivais Man Utd, Arsenal e até mesmo para o Bolton. Entre novembro e dezembro, o time emplacou uma sequência de 7 jogos sem sofrer gols no campeonato nacional, terminando o ano na 4ª colocação.

Ano novo, ambição nova. Apesar de vitórias marcantes contra Bolton, Chelsea e West Ham, o Liverpool teve um dos piores momentos na temporada ao ser eliminado das duas Copas nacionais, ambas as derrotas em Anfield contra o mesmo adversário: o Arsenal. O efeito da derrota fez cair em Merseyside uma desconfiança sobre os rumos do time na temporada, e aos poucos o foco foi se voltando definitivamente para o cenário europeu.

Fevereiro e março foram os meses mais duros da temporada. E o Liverpool se saiu muito bem neles. Apesar de dois tropeços em clássicos (0x0 contra o Everton, e derrota para o Man Utd), a classificação heróica contra o Barcelona pela UCL valeu a pena. Apesar do conturbado momento, já que uma suposta briga entre Riise e Bellamy na concentração em Portugal teria acontecido às vésperas do jogo no Camp Nou, o time venceu de maneira épica. E justamente os protagonistas da história de dias antes foram os algozes do time catalão. A derrota em casa no jogo de volta não adiantou de nada para o adversário, e o Liverpool ainda fechou o período com chave de ouro ao dar o troco no Arsenal: 4×1, com hat-trick de Peter Crouch.

Ao serem sorteados contra o PSV, contra quem já haviam jogado na fase de grupos, os Reds estiveram com a sorte ao seu lado. Obviamente os holandeses não podiam ser subestimados (haviam eliminado o Arsenal na fase anterior), mas o Liverpool sabia a chave da vitória. E usou ela muito bem, ao destruir o adversário em plena Eindhoven por 3×0 no jogo de ida. No jogo de volta, o time administrou a vantagem e venceu por 1×0. Enquanto isso, Benitez já não se importava mais com a Premier League, pois a distância para os líderes já era absurdamente grande. E o próximo adversário exigia a melhor forma do nosso time. Assim como em 2004/05, o adversário nas semifinais era o Chelsea.

A derrota em Stamford Bridge não abalou o Liverpool, apesar da atuação ruim. No jogo de volta, o time se portou como deveria. O placar de 1×0, construído após uma finalização certeira de Daniel Agger, levou o jogo para a prorrogação, e depois pênaltis. Então brilhou a estrela do goleiro Pepe Reina, que defendeu duas cobranças e levou o time à Atenas. Obviamente, os jogos restantes da Premier League não importavam mais: jogadores do time de juniores chegaram a ser utilizados nestes jogos. O único importante foi na última rodada, o empate contra o Charlton marcou a despedida de Robbie Fowler do clube.

Então, chegou o momento que todos esperávamos. Mas infelizmente, não saiu exatamente como os Reds queriam. Apesar do começo empolgante, o gol em um lance de pura sorte de Inzaghi esfriou os ânimos. O golpe final veio na segunda etapa, novamente nos pés de Inzaghi. Apesar do gol tardio de Dirk Kuyt, o Liverpool não conseguiu reagir.

Todos sabemos que a final em Atenas foi um duro golpe, mas o caminho até lá foi tão marcante que não pode ser esquecido. Mais do que um vice-campeonato, essa campanha significou a redenção de um gigante. Com a compra do clube pelos americanos Hicks e Gillett, o Liverpool tentará vôos maiores na próxima temporada. Apesar de todas as dificuldades, o nome de cada um desses jogadores ficará na história do clube, não como em 2005, mas isso pode mudar. Afinal, ao terminar este caminho, o Liverpool começa outro. E o destino é Moscou.

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