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out
07

Refém do medo

Desde o jogo contra o Derby County, o Liverpool alterna maus e maus momentos. Curiosamente, quando o técnico não atrapalha, o time joga sem vontade, medíocre até. Todavia, quando o time joga com vontade, Rafa Benítez estraga o jogo com seu medo, botando a equipe na retranca. O jogo contra o Arsenal foi um exemplo disso.

Reina – fez uma ótima defesa no primeiro tempo. Depois disso, saiu caçando borboletas em duas oportunidades ainda na primeira etapa, só não tomando o gol de empate porque Sami e Jamie salvaram o time na mesma jogada. Já no segundo tempo… Um chute fraco de Fábregas, que passou do seu lado enquanto ele ficava ajoelhado e boquiaberto decretou o empate. Nota: 4 

Finnan – com o esquema do 4-5-1 com dois atacantes no lugar dos wingers, teve que ficar mais recuado o jogo inteiro, cumprindo bem seu papel na marcação. Nota: 7 

Carragher – um gigante em campo! Toda bola se jogava, como se fosse a última de sua vida! We all dream of a team of Carraghers!!! Nota: 23 

Hyypiä – calando a boca dos críticos, que diziam não ter mais espaço no time para ele, fez uma partida muito boa, relembrando o velho e bom Sami Nota: 8 

Riise – lê aí o que botei sobre o Finnan, que pro Riise é a mesma coisa. A única diferença é que ele teve um chute que quase entrou. Nota: 7 

Alonso – voltou da contusão muito bem, já que tava sem ritmo de jogo e voltou logo num clássico. Fez alguns de seus passes milimétricos e seus lançamentos cinematográficos! Pena que se machucou de novo… Nota: 7,5 

Mascherano – outro que jogou extremamente bem! Incansável na marcação, ainda aparecia como elemento surpresa no ataque, livre de marcação, confundindo a defesa assholina. Quando se contundiu, agüentou na raça até o fim do jogo. Nota: 8,5 

Kuyt – foi bastante cornetado nesse jogo. Injustamente! Já ficou repetitivo dizer que ele dá o sangue todo jogo, mas não custa nada lembrar. Jogando improvisado na right wing, se esforçou o jogo todo, mas sua atuação foi prejudicada pelo técnico, que o fez recuar excessivamente no segundo tempo, tendo que atuar quase como lateral! Nota: 7,5 

Gerrard – que emoção! Indescritível a sensação de ver o jogador que encarna o Liverpool entrar em campo com o manto vermelho pela 400ª vez. Indescritível a sensação de vê-lo marcar um golaço nesse jogo tão marcante. Indescritível vê-lo disputando cada bola como se fosse a última (a exemplo de Carra). Indescritível! Nota: 400 

Voronin – teve uma atuação bastante apagada, é verdade. Mas temos que lembrar que estava fora de posição, assim como Kuyt, e que teve que recuar bastante. No primeiro tempo, ainda fez umas variações de posição com o holandês e Torres. Mas não deram muito resultado. Nota: 5 

Torres – visivelmente fora de ritmo de jogo, ainda tentou dar tudo de si. Mesmo a marcação violenta e implacável não conseguia inibi-lo. Nota: 7 

Crouch – mesmo tendo entrado muito bem no jogo, criando as duas melhores chances (para não dizer únicas) do Liverpool no segundo tempo, não achei que sua entrada foi benéfica ao time, que assumiu, claramente, a postura defensiva para ficar dando chutões para o Postinho se virar lá na frente. Isso quando ele não tinha que voltar até a intermediária do Liverpool para marcar, deixando o setor ofensivo sem ninguém. Claro, não foi culpa dele…  Nota: 8 

Benayoun – como Voronin não estava bem, um winger entrou em sua posição de origem. Mas o time já estava tão recuado que o menino Guerrinha nada pôde criar ofensivamente. Nota: 6 

Arbeloa – outro que foi cornetado excessivamente, e injustamente. Entrou com a contusão de Alonso para fazer a função de volante, posição que não era a dele. Por isso, estava perdido em campo. E a culpa não foi dele! Foi do Rafa, que deveria botá-lo como lateral esquerdo, avançando Riise para a meia esquerda, invertendo Yossi para a RW, com Masch e Gege no meio central, deixando Kuyt e Crouch no ataque, usando o 4-4-2. Porém, o medo de Benítez falou mais alto, e o técnico preferiu colocar Arby fora de posição, o que acabou gerando a falha de marcação que resultou no gol. Nota:6 

Benítez – novamente medroso demais. Time que quer ser campeão tem que ir pra cima quando joga em casa, principalmente quando está ganhando de apenas 1-0 contra o líder do campeonato, com o melhor ataque, que tem todas as condições de marcar um gol! Entretanto, Benítez preferiu recuar o time todo, ficando sem jogadas ofensivas no segundo tempo, se encolhendo como se fosse um time pequeno.Como conseqüência disso, o Arsenal martelou, martelou, até que empatou! E só não ganhou porque Fábregas e Bendtner são fãs de Joe Cole e de Gudjohnsen…A escalação do time no 4-5-1, com 2 atacantes nos lugares dos wingers, e Gerrard livre para criar, foi uma boa escolha, visto que o time adversário também estava com formação semelhante. Além disso, os 4 jogadores de frente poderiam se movimentar bastante, trocando suas posições e confundindo a marcação.Entretanto, o medo de tomar o gol de empate fez com que, no segundo tempo, RB mandasse o time todo ficar atrás, tomando sufoco em seu próprio campo! Inadmissível!!! Nota: 2 

Melhor em campo: Gerrard

Pior em “campo”: Benítez


1 Response to “Refém do medo”


  1. 1 Pablito Barros
    novembro 4, 2007 às 4:49 pm

    Amigo, o que faz esse tal de Kuyt no time? Com a verba que o time tem e não ter um atacante de ponta (exceção ao Torres), não se explica. Inté!


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